Psicoterapia Infantil

Realizo atendimentos infantis de forma presencial na cidade de Jundiaí. Valorizo uma infância respeitosa e sem rótulos. A terapia infantil refere-se a acolhimento e elaboração de conteúdos socioemocionais de forma lúdica, ou seja, através de brincadeiras, pinturas, jogos, histórias e contos de fadas.

 

Sempre que o comportamento ou as emoções da criança gerarem sofrimento para ela, para a família ou atrapalharem sua rotina (na escola, em casa ou com amigos), já é um sinal de que procurar um psicólogo infantil pode ajudar. Ou seja, não é necessário um diagnóstico (TEA, TDAH, TOD etc) para só então buscar ajuda psicológica profissional para seu filho(a).

Há várias situações que podem gerar sofrimento emocional para uma criança, como: nascimento de um irmão, separação dos pais, morte de um animal de estimação ou de uma pessoa próxima, mudança de casa ou cidade, mudança de escola, experiência de bullying, doenças crônicas, situações de violência, abuso ou negligência.

Muitas vezes, as mudanças observadas pelos pais ou pela escola são de humor (tristeza, irritabilidade, explosões de raiva), ansiedade excessiva (medos persistentes, insegurança em situações comuns), dificuldades em lidar com frustrações, isolamento social, agressividade com colegas, queda no rendimento escolar sem explicação aparente, alterações importantes nos hábitos e rotina (sono, alimentação, regressões como voltar a fazer xixi na cama). Tais sinais ou comportamentos já demonstram que um apoio psicológico profissional poderá ser importante para a criança.

A psicóloga infantil tem papel fundamental não só no atendimento à criança, mas também na orientação parental, que é parte essencial de um processo terapêutico eficaz. Os encontros periódicos com os pais podem contemplar:

  • Conversas sobre aspectos do comportamento, rotinas, relações familiares e estratégias educativas, com o objetivo de alinhar o ambiente familiar ao processo terapêutico da criança;

  • Escuta e acolhimento dos pais: oferece um espaço seguro para os pais expressarem dúvidas, angústias e inseguranças sobre a criação dos filhos. Essa escuta ajuda a reduzir sentimentos de culpa, ansiedade e frustração comuns na parentalidade;

  • Psicoeducação sobre o desenvolvimento infantil: orientação aos pais sobre as fases do desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança, como esclarecimentos sobre comportamentos esperados em cada faixa etária e o que pode indicar sinais de alerta;

  • Intermediação de conflitos familiares: em situações de separação, recasamento ou conflitos parentais, a psicóloga atua como mediadora, ajudando os pais a manter foco no bem-estar da criança;

  • Acompanhamento da evolução: Durante todo o processo, a psicóloga observa como as mudanças no ambiente familiar repercutem no comportamento e bem-estar da criança. Ajusta as orientações conforme a evolução do caso.

Uma parte muito importante do trabalho da psicóloga clínica infantil é a atuação em rede com outros profissionais e com a escola, sempre com o objetivo de promover o bem-estar integral da criança, buscando coerência entre o trabalho terapêutico e o ambiente escolar, favorecendo o desenvolvimento global da criança. Abaixo explico como essa atuação acontece na prática:

1.  Relação com a Escola

 

A escola é um ambiente fundamental no desenvolvimento da criança — e muitas vezes, é o primeiro local onde surgem sinais de dificuldades emocionais, cognitivas ou comportamentais. A psicóloga pode atuar junto à escola de diversas formas:

  • Com autorização dos responsáveis, a psicóloga entra em contato com a equipe escolar (professores, coordenação ou orientação educacional) para trocar informações relevantes sobre o comportamento, o desempenho e as interações sociais da criança.

  • Pode receber observações e relatórios da escola, ajudando a compreender o contexto em que os sintomas aparecem.

  • Pode orientar professores sobre estratégias para lidar com dificuldades específicas (ex.: concentração, agressividade, timidez, ansiedade).

  • Em alguns casos, participa de reuniões multidisciplinares ou encontros escolares (sempre com consentimento da família) para alinhar estratégias de apoio.

 

2.  Relação com Outros Profissionais de Saúde e Educação

A psicóloga infantil frequentemente trabalha em rede com:

  • Fonoaudiólogos: quando há atrasos na linguagem, dificuldades de comunicação ou questões que afetam a expressão verbal e social.

  • Terapeutas Ocupacionais: em casos de dificuldades de coordenação motora, sensorialidade, rotina e autonomia.

  • Psicopedagogos: quando há dificuldades de aprendizagem, atenção ou organização.

  • Neuropediatras ou Psiquiatras Infantis: para avaliação médica, diagnóstico diferencial e acompanhamento medicamentoso quando necessário.